segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Fotografando beija-flor

 
  
 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ai que inveja! (Continuação)

          Pois bem, voltemos à “marvada” inveja. Ontem eu cheguei em casa e liguei a televisão em um canal de esporte. Tudo bem, eu digo qual: ESPN. Mas não insista,ocultarei o nome do programa. Apenas, era sobre esporte. E, venhamos e convenhamos, a televisão brasileira confunde programa esportivo com programa sobre futebol. Os apresentadores estavam falando sobre Robinho. A volta dele ao Santos. E aí mostraram umas imagens do jogador na Europa, dirigindo uma potentíssima Lamborguinni. Enquanto isso, o âncora ia discorrendo sobre o carro, o motor, o luxo e o preço. Aos poucos sua voz foi ficando sem entusiasmo, arrastada, gelada, magra. Eu, que estava lendo e assistindo ao mesmo tempo, fiquei curioso com a entonação do homem. Quando ele reapareceu na tela estava com uma expressão que é difícil descrever. O companheiro de profissão embarcara no mesmo barco, o da inveja. Filho de Deus, era de chorar em alemão! Eles ficaram trocando ranços acerca do salário do atleta. Dava pena vê-los tão triste. Se tem uma coisa que a inveja não sabe fazer, é teatro. Neste caso o melhor é agir como Gilberto Freyre, e admitir que sente inveja. Sem culpa. A culpa é outro sentimento que já devia ter sido queimada nas fogueiras da idade média. Mas o assunto, aqui, é inveja.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ai que inveja!

          A inveja não é fácil. Não é fácil de não sentir, não é fácil de esconder e não é fácil de ser admitida. Só pra nós dois: como está o teu invejômetro? Vai dizer que não tem um! Pois então vou te dar um conselho: vá até a loja de R$ 1,99 mais próxima e compre o seu. É exatamente o que leu. Adquira depressa seu invejômetro. Não adianta controlar seu peso; não adianta controlar sua conta bancária; não adianta controlar seu parceiro. Aliás, não adianta controlar um monte de coisas e descuidar da inveja. Ela vai acabar contigo, na primeira oportunidade que tiver. Como disse Drummond: “e agora, José”?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A televisão me deixou burro? Cuidado, senão te dou um coice

         Sei que aqui não é um confessionário, mas quero confessar uma coisa para você: criticar é muito fácil; e como criticamos! Eu mesmo sou extremamente crítico. Você também deve dar suas cutucadas em alguém, é ou não é? Tudo bem, não é nenhum pecado criticar. Mas quando a crítica é infundada, malvada ou fruto da ignorância, o buraco é mais embaixo. Falo isso devido aos constantes comentários que ouço a respeito da televisão. Gente do céu, precisamos entender o papel de cada pessoa, cada entidade e, inclusive, cada veículo de comunicação na sociedade. É esta a ferida que vou tocar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mãos ao alto!

          Cada dia me convenço que é preciso ser esperto, para ganhar dinheiro. Mas também fico persuadido a crer que o esperto, para ter sucesso, carece de um trouxa que lhe facilite a tarefa. Muitos empresários acreditam piamente que as pessoas, de um modo geral, são palermas fáceis de serem surrupiadas. E, venhamos e convenhamos, a prática mostra que os tais empresários têm razão. Assim sendo, muitos comerciantes "honrados" acham ótimas, e facílimas, maneiras de encher o bolso. Ilustrando, conto pra você, leitor, o que vi e vivi no estacionamento de um shopping de Florianópolis.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Artilheiro, não!

          Ontem à noite eu estava assistindo aos gols do Fantástico quando o apresentador, Tadeu Schimidt, reclamou da forma como os artilheiros da rodada comemoraram os gols que fizeram. De acordo com Tadeu, os goleadores, ao festejar, faziam gestos semelhantes aos de quem empunha um revólver. O apresentador criticou veementemente. Na hora eu pensei: se ele chama o cara de "artilheiro" o jogador tem todo o direito de fazer o criticado gesto. Afinal de contas o termo, arilheiro, é empregado para designar o militar responsável por manusear armas de fogo. Sendo assim, se alguns jornalistas acham que o gesto dos jogadores incitam à violência, que eles - os jornalistas - arrangem outro adjetivo para qualificar quem faz o gol.

41 anos do AI-6

          41 anos se passaram. No dia primeiro de fevereiro de 1969 o, então, presidente Costa e Silva editou o AI-6. Tratava-se de uma medida do governo militar para reduzir o número de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de 16 para 11. A redução perdura até hoje. O ato também desautorizava o STF de julgar crimes contra a segurança nacional. É a ditadura, firme e forte. Não, não, era a ditadura, firme e forte. Não, não, não; a ditadura está mais firme, e mais forte do que nunca. Não sou de copiar frases de outras pessoas; caso fosse eu faria como o presidente Lula e diria: nunca antes, na história desse país, a ditadura foi tão firme e tão forte. Ah, eu estou equivocado?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Um homemde coração mau

- Não, você não tem um coração bom; você tem um coração mau.
- Como mau, se eu deixei pra lá?
- Exatamente por isso. Se o seu coração fosse bom você não teria deixado, pra lá.
- Como assim?

O diálogo acima foi parte de uma conversa que tive com um cidadão no final de 2009; bem no finalzinho. No apagar das luzes, como diria o locutor de outrora. E vou explicar pra você, leitor, o que aconteceu. De coração, paisano, não pretendo que concordes comigo. O intuito, hoje, é levantar uma discussão. Faça um comentário, ao final, não permita que eu fique enjaulado na minha própria ignorância, caso percebas que estou equivocado. Agora, vamos ao que interessa.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O cartório e o prego. Ou será o cartório prego?

- Ai, alguma coisa furou meu joelho.
- O que pode ter sido?
- Acho que foi um prego.
- Mas como, um prego? Aí não tem prego.
- Foi um prego, sim, inclusive está sangrando; pouco, mas está. Deixa eu me abaixar aqui pra ver o que foi. Realmente, tem vários pregos enferrujados sob o balcão de atendimento.
- Mas eu nunca vi! Então foram deixados durante a reforma.
- E quando foi a reforma?
- Em 2000.
- E durante todo esse tempo você não viu os pregos sob o balcão no qual trabalha?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Nem tudo que reluz é ouro

         Olha o título da matéria que li, há pouco, no clicrbs: “Maconha é encontrada dentro de papel higiênico no Presídio de Blumenau”. Como dizia o narrador de futebol, Sílvio Luiz: “pelas barbas do profeta”. Isso é o que eu chamo de incrível. Merece, realmente, um título. Um supertítulo, eu diria. O autor da chamada procura atrair a atenção do leitor com algo que deveria, eu disse deveria, ser interessante. Uma nova maneira de traficar, algo inusitado, que o leitor não sabia que existe. Entretanto, lendo a matéria completa, constatei o óbvio.